Panoramofônico

(encontro no formato palestrante-audiência)

Dia 26 de Outubro de 2009, no Capacete: R. do Russel, 300 – 601, Glória.

Com Luis Andrade, Marisa Flórido e Mauro Sá Rego Costa.

Reflexão sobre a produção teórica sobre colectivos.

A escolha dos palestrantes foi feita tomando por base os seus textos críticos sobre coletivos artísticos que já estão publicados na internet. Desta forma, o “Jogos de Escuta” será iniciado antes deste primeiro encontro. A audiência será convidada a formular perguntas relevantes, dentro do blog, as quais serão comentadas ou respondidas pelos próprios autores dos textos. Os palestrantes, por sua vez, serão convidados a estruturar a sua apresentação com base nas perguntas elaboradas nesta primeira reflexão virtual.

Este primeiro encontro reflexivo serviu para mapear o território e reconhecer as questões a debater nos encontros restantes.

Textos

“Rio 40º Fahrenheit” de Luis Andrade, clique aqui.

“Como se Existisse a Humanidade”, de Marisa Flórido, clique aqui.

“Rádios Comunitárias, Hip-Hop e um Coletivo de Artes Plásticas no Rio de Janeiro: Trabalho Imaterial, Cultura de Resistência” de Mauro Sá Rego Costa, clique aqui.

Fotos

Para fotos do evento, clique aqui.

Áudios

Para fragmentos da fala de Luis Andrade, clique aqui.

Para fragmentos da fala de Mauro Sá Rego Costa, clique aqui.

Para fragmentos da fala de Marisa Flórido no Panoramofônico, clique aqui.

5 responses

20 10 2009
Deneir de Souza Martins

Valeu Mauro, texto fantástico!
Abraços, Deneir.

26 10 2009
tlicktla

excelente panorama da produção coletiva da última década no circuito carioca…

vc reclama um diferencial para esta produção, que seria não tão ligado diretamente aos movimentos de anti-globalização quanto à uma ação residual da herança neo-concreta e de trabalhos de artistas como o Barrio de 4 dias e 4 noites e o Hélio Oiticica dos parangolés e dos passistas da mangeira nos pilotis do mam…o hélio que é um intenso copy-devoração sobre a cidade expandida… mais leve e rápido que o ar…

não me sai da retina a imagem do incêndio do acervo sendo noticiada logo antes dos últimos distúrbios da guerra entre traficantes… o ônibus queimando como um parangolé de fogo…

Márcio Doctors num artigo na imprensa comenta que o Hélio renasce para a cidade das cinzas desse incêndio… concordo que ele renasce na sua condição de espelho que dirige o olhar da cidade uma para a cidade outra… a que poderia ser, cobrando o olhar da que não se realiza…

lendo seu texto na proximidade dos textos da Marisa e do Mauro, a influência do legado de procedimentos que vc percebe ainda atuante, parece se dar no reconhecer dos diversos tempos dos corpos e seus ritmos de proximidade e distância como sendo matéria que constitui a res publica numa instância de acesso, onde novos fluxos podem desaguar, embaralhando o “em comum”, o “ser com”, o “ser junto”…

assunto para mais conversa…

26 10 2009
tlicktla

fragmentos deste texto acima que funcionam com uma topologia do contágio, mapa para tradutores entre…
[…]
Para colocar enfim a comunidade, suas impurezas e contradições em incessante interrogação.
[…]
Desconstruí-la implica então interrogar o “em comum”, o “ser com”, o “ser junto”.
[…]
Existir não é outra coisa senão ser exposto: sair da identidade de um si mesmo e de sua pura posição, expondo-se ao fora, à exterioridade, à alteridade e à alteração.
[…]
Não se busca o outro para se reconhecer, mas para “ser composto e decomposto constante, violenta e silenciosamente”.
[…]
Nem identidade, nem conceito, o que determina a singularidade é a totalidade das possibilidades: “tudo importar” do qualquer, não sua indiferença.
[…]
O que o qualquer adiciona à singularidade, na vizinhança contaminadora das palavras, é um espaço vazio adjacente,
[…]
toda comunidade em que o ritmo de cada um possa ter vez. Pensada a partir do cotidiano e seus ritos, de suas cadências particulares, de suas regras de proximidade, é a tentativa de conciliar a vida coletiva e a liberdade de cada um, a solidão e a sociabilidade do grupo, a partir do uso do tempo.
[…]
O comum surge nos interstícios de um tecido de dissensos, quando novas figuras do sentir, do fazer e do pensar, novas relações entre elas e novas formas de visibilidade dessa rearticulação são demandadas
[…]
a arte não produz conhecimentos ou representações para a política. Ela produz ficções ou dissensos, agenciamentos de relações de regimes heterogêneos do sensível. Ela os produz não para a ação política, mas no seio de sua própria política”25 .

26 10 2009
tlicktla

Texto bem interessante, dois campos chamam a atenção:
um campo de embate claro, de questionamento da legislação, entre comunidade e capital e a pressão que se faz necessária por uma auditoria da ação do estado, sobre quais interesses estão sendo defendidos;
e um campo ampliado de ações entre circuitos, que conferem poder de permanência às iniciativas localizadas… Mr Zoy comentando a localização da Panorama FM, que lhe permite ‘pegar a classe toda artística’; e a situação de inserção, no circuito estabelecido das artes cariocas, dos fundadores do Imaginário Periférico.

as ações do grupo são, talvez, oficinas de contágio, como também os encontros entre a classe artística e a Panorama FM,

uma boa conversa seria sobre como investigar este contágio, visto como uma via de mão dupla, sem hierarquias ou populismo, como sendo um trabalho de tradução mútua, que amplia o vocabulário de todos os envolvidos na conversa…

27 10 2009
Primeiro encontro aconteceu! « jogos de escuta

[…] 26.10: Panoramofônico […]

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